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E agora, Zé?

O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, disse, nesta quinta-feira (30), que não vai pedir mais tempo para que a população não-indígena deixe a reserva Raposa Serra do Sol. “Não pretendo, não vou discutir. Esse assunto já foi discutido exaustivamente. Aquilo vai se transformar num verdadeiro zoológico humano. Sem a menor condição de sobrevivência, sem contato com o branco, o que vamos ver lá serão animas humanos”, disse ele.

Ok, ok... os defensores podem até dizer que a fala está descontextualizada (aliás, pronunciada hoje, dia 30/04/09), mas convenhamos..: imagens fortes (zoológico humano..?) e desnecessárias, pretensão de ser o "bom caucasiano" (e desde quando índio só sobrevive caso haja brancos..!?) e outras incoveniências. E agora, José? Só falta dizer que o Brasil foi "descoberto"...

Santa paciência... caso não tenha o que falar, permaneça mudo - é prudente.

Sorria, você está sendo observado!

Boa noite, meus caros alunos e visitantes!

Não é novidade dizer que o "Google", com seu amplo sistema de pesquisa, revolucionou a internet. De fato, quem nunca - atrás de um termo desconhecido - utilizou-se do site? O interessante, e esse é o tema do post de hoje, é que o site disponibiliza anualmente um relatório (por país) dos termos mais buscados.

O Zeitgeist ("Espírito do tempo", algo como "atmosfera intelectual") é o site da google que se responsabiliza pelo descrito acima. Através dele sabemos, por exemplo, que no Brasil o termo mais buscado foi "orkut", enquanto na Malásia temos "youtube".

Mas, vocês perguntam, o que tudo isso tem haver com Filosofia? Tudo! Primeiramente, o nome do site: é o mesmo termo usado por um grande filósofo do século XIX, chamado Hegel.! Além disso, todos os filósofos sempre se preocuparam com a "atmosfera" de um tempo! Delineamos nosso tempo através de observações e reflexões - para então podermos explicá-lo e propor alternativas e novos modos de perceber a realidade.

E, que tal, vocês pensarem no nosso "hoje" através destes termos digitados no Google? Ou mesmo notarem como o mundo fala, hoje, praticamente uma única língua!? Ou, para terminar, que estamos sendo controlados ininterruptamente!

Boa noite e ótimas reflexões!

http://www.google.com/intl/en/press/zeitgeist2008/index.html

E como tarefa de casa...

Olá, meus nobres!

Para aqueles que não conhecem o trabalho de Philip Scott Johnson, fica aqui uma ótima sugestão: o premiadíssimo "Women in Art".

Veja como o desenrolar artístico se dá, através de figuras femininas - ótimo vídeo para refletirmos, sobretudo, sobre a questão do "belo" no "tempo", dos juízos de gosto e afins!

http://www.youtube.com/watch?v=nUDIoN-_Hxs

Assista neste instante - você não irá se arrepender!

Grande abraço!

Um pouco de humor filosófico!

Tecla Sap:

"Pelo fato de não mais vê-la, a louça deixa de existir!" - Quem disse que a Filosofia não tem utilidade prática?
Não entendeu a piada!? Procure informações sobre George Berkeley!
Abraços!

De volta para o futuro...


Assumo o anacronismo, mas não perdoo a crítica: aos bbb´s e outros "tranquilizantes" sociais.

Sobre o espantar e outras considerações de uma mente inquieta


Olá, meus queridos alunos!

Li algo interessante num texto hoje e, se permitirem, gostaria de compartilhar com vocês. Talvez o texto em si não traga grandes reflexões: com efeito, trata-se de um comentário do Roberto Pompeu de Toledo à atitude do jogador Adriano - que permaneceu, todos sabem, na favela onde nasceu ("escondido") - publicado na Veja desta semana. Como as reflexões não escolhem hora nem lugar pra surgir...

Vamos, então, à frase que chamou-me atenção: "Jogador que perde a alegria de jogar é triste como palhaço que não vê mais sentido em fazer graça, artista plástico que não mais se encanta pelas cores ou filósofo para quem especular vira uma chatice".

O filósofo é aquele que , segundo o texto, especula - o que justifica a frase acima. E, friso, tal é como -também - concebo o filósofo. Com efeito, o filósofo é aquele cidadão que especula acerca de fatos, que busca ir mais fundo (nas entranhas do problema). Para tanto, utiliza-se de poderosas armas: a linguagem, a razão, a observação, o discurso.

Deste modo entendemos melhor a afirmação de Paulo Ghiraldelli, quando este nos diz que a filosofia "desbanaliza o banal"... trocando em miúdos, o filósofo se preocupará em problematizar aquilo que "passa despercebido"... criar perguntas e questionar tudo que nos cerca. E então recorremo-nos, para finalizar, aos filósofos clássicos para elucidar questões e ampliar nossos horizontes para outros caminhos!

A Filosofia nasce do espanto, já dizia um antigo filósofo grego.

De volta com as notícias...


E temos alterações no Vestibular Unificado (em prol de uma flexibilização, pelo que tudo indica), de acordo com o portal Mec!

Segundo Fernando,
"Foram definidas possibilidades mais flexíveis de participação, com respeito às tradições de cada instituição”, disse o ministro. Cada uma das 55 universidades federais poderá escolher de que maneira utilizará o novo Enem em seu processo seletivo. Há quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular."

Acompanhem:
Clique para maiores informações!

A Sociedade de Plástico


Meus nobres amigos,

não é de hoje que nos deparamos com notícias sobre jovens e o uso ilegal de anabolizantes. Nessa semana, novamente, os jornais anunciavam: "Adolescentes seguem internados após o uso de anabolizantes veterinários". Longe de ser uma questão supérflua, podemos nos indagar (e devemos) o por que do uso de tais drogas pelos jovens. A resposta, em sua maioria (como sugere, também, a reportagem), girará em torno do conceito "corpo perfeito". Vamos analisar tal expressão?

Este conceito reside no campo da Estética (reservado às questões de arte, de belo, de feio, etc...) e denota que tais jovens almejam um corpo belo, ou - para sermos mais exatos -, um corpo que seja belo independente de qualquer circunstância - por isso, perfeito.

Nós, estudantes de filosofia, já sabemos que a beleza é circunstancial - ou seja, variará segundo a época, anulando o conceito de "perfeição" artística... caso contrário, teríamos de falar na "perfeição" na arte grega, na arte medieval...etc. Isso invalidaria o conceito de perfeição.

Fazendo uma ponte com os dias de hoje: já viram uma estátua feminina grega? Para muitos, aquelas estátuas representam a mais bela perfeição (existem estudos que analisam proporcionalmente cada componente corporal, pois - segundo muitos teóricos, a beleza reside na proporcionalidade)... e alguém irá negar que, comparadas à hoje, aquelas estátuas representem mulheres "acima do peso" para nosso padrão?

Segundo Maria Arruda Aranha:

"O conceito de belo é eminentemente histórico. Cada época, cada cultura, tem o seu padrão de beleza próprio. Da mesma forma, as manifestações artísticas têm sido bastante diversas e, por vezes, até desconcertantes no curso da história. Essa diversidade se deve a vários fatores, que vão do político, social e econômico até os objetivos artísticos que cada época ou cultura tem se colocado."

Temas de Filosofia


Estamos lidando com padrões de beleza - mutáveis e nunca definitivos. O erro desses jovens reside no fato de almejar uma perfeição (que não existe, como bem explica nossa velha filosofia) e, sobretudo, por atribuir ao corpo virtudes que vão além deste: ou vocês acham que, com um corpo na moda, você se tornará virtuoso (justo, honesto, altruísta, etcs e etcs)?

Então, meus queridos, não caiam nessa! Não sejamos a sociedade da anorexia, do anabolizante, dos antidepressivos... caso triunfe, seremos - para sempre - a sociedade de plástico.

O Filósofo como "Homo Crisis"

Segundo um interessante artigo publicado no ano de 1998, em Lisboa (assinado por J. Rosete), a filosofia sempre emergiu em tempos de crise - com o objetivo de "fazer um balanço e apontar novos rumos para a sociedade". Observando tal afirmação, podemos deduzir desta que o filósofo possui um importante papel na sociedade, na medida em que sua função se vincula ao diagnóstico de uma nação em mutação - e que leva a autora a considerá-lo um "Homo Crisis".

Essa propriedade não é nova. Há uma especificidade crítica na Filosofia desde os pré-socráticos - e, observando atentamente, em todos os momentos nos quais há um contexto em alteração. Foi deste modo no Ilumismo; com os filósofos continentais; com os existencialistas; etc... Há quase uma possibilidade de generalizar, embora não seja prudente fazer tal.

De uns anos para cá a palavra CRISE vem aparecendo diariamente em nossos noticiários... seja a financeira (agora em voga), a ambiental, social, saúde, educacional... estamos, pois, em um mundo em crise!?

A minha resposta é sim. Não pretendo dizer que tal crise seja "de agora"; mas o "descortinar", a evidência maior, se dá neste nosso momento. Seria por tal evidência que o governo re-implanta a filosofia na escola? Seria por tal que a filosofia volta a ser clamada? O surgimento de filósofos em nossa sociedade brasileira teria alguma relação?

Perguntas e mais perguntas... publicarei o texto na íntegra, em outra oportunidade. Como desfecho, deixo-lhes Rosete:

"Possam pois haver condições favoráveis à Filosofia, esta saberá merecer o desafio a que tem pleno direito: devolver o humano ao humano sem quaisquer pudores."

A Filosofia no Mundo - Karl Jaspers


Mas como se põe o mundo em relação com a filosofia? Há cátedras de filosofia nas universidades. Atualmente, representam uma posição embaraçosa. Por força da tradição, a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo. A opinião corrente é a de que a filosofia nada tem a dizer e carece de qualquer utilidade prática... É nomeada em público, mas - existirá realmente?

A oposição se traduz em fórmulas como: a filosofia é demasiado complexa; não a compreendo; está além de meu alcance: não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora, isso equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; cabe abster -se de pensar no plano geral para mergulhar, através de trabalho consciencioso, num capitulo qualquer de atividade prática ou intelectual; quanto ao resto, bastará ter "opiniões" e contentar-se com elas.

A polêmica torna-se encarniçada. Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a filosofia. Ela é perigosa. Se eu a compreendesse, teria de alterar minha vida, Adquiriria outro estado de espírito, veria as coisas a uma claridade insólita, teria de rever meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente. E surgem os detratores, que desejam substituir a obsoleta filosofia por algo de novo e totalmente diverso. Ela é desprezada como produto final, uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada.

Muitos políticos vêem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia. Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão-somente usam de uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a filosofia seja vista como algo entediante...

E no mundo encantado das perguntas...


Caros amigos,

como já dito ao longo das linhas anteriores, a filosofia nasce de uma pergunta. Alguns autores, como por exemplo a Angélica Sátiro (em seu ótimo livro "Pensando Melhor"), divide a atividade filosófica em 3 atitudes básicas, a saber:

Questionar - levantamento de uma pergunta filosófica
Investigar - analisar, propor reflexões, buscar soluções
Ampliar os horizontes - momento de "ir-além" do antigo conhecimento, somar, concluir

Perceba que o ato de questionar se encontra presente como 1ª atitude, como prescrito. De posse dessas informações, que tal criarmos perguntas à partir da charge do início do post? Vamos ao exercício filosófico!!

Mas lembrem-se... a pergunta Filosófica não pode conter respostas imediatas - como, por exemplo "quem é a personagem da charge!?"... São perguntas que vão além da charge e, sobretudo, nos faz pensar... e pensar... e pensar... e investigar... e examinar... e - como propoe a autora mencionada - amplia nossos horizontes!

Ainda somos os "Showroom Dummies"!?


Olá, meus queridos amigos!

E quem disse que a música não pode ser um canal de reflexão e crítica!?
Deixo-lhes abaixo a música "Showroom Dummies" (manequins de vitrine), do Kraftwerk! Ótima banda alemã (ok, até 1986, com o Eletric Cafe), com ótimas reflexões sobre nossa contemporaneidade!

Essa música está presente no álbum de 1977, denominado Trans-Europe Express. Alguma similaridade com os dias de hoje?! =]

Showroom Dummies (Kraftwerk)

1 2 3 4...
We are standing here
Exposing ourselves
We are showroom dummies
We are showroom dummies

Were being watched
And we feel our pulse
We are showroom dummies
We are showroom dummies

We look around
And change our pose
We are showroom dummies
We are showroom dummies

We start to move
And we break the glass
We are showroom dummies
We are showroom dummies

We step out
And take a walk through the city
We are showroom dummies
We are showroom dummies

We go into a club
And there we start to dance
We are showroom dummies
We are showroom dummies

http://www.youtube.com/watch?v=ZVtT8xsiXBQ - Clipe da música, no Youtube!

O papel Acobreado

Meus nobres leitores,

segue abaixo uma sugestão bacana de blog - da Mari, formada em Letras pela Ufmg e hoje professora da língua inglesa!

Muitos escritos, traduções e outros farão você se sentir "esse ser imaginário com quem por vezes entrelaço os dedos, o cheiro do papel e a percepção"! Visitem, pois, o "Papel Acobreado", e tire suas conclusões!

http://opapelacobreado.blogspot.com/

Bom feriado a todos!

Hey, professor, deixe o filósofo em paz!


Creio que essa dúvida perpassa pelas cabeças de muitos jovens que se deparam com a Filosofia... e quase em uníssono, dizem: "ei, professor, para que estudar esses filósofos que já morreram há tanto tempo?"

Vamos bem vagarosamente. Os filósofos, independente de onde vieram, propuseram ideias, reflexões e críticas. Num processo lento e de esforço, o mundo ocidental foi absorvendo muitas dessas ideias - e podemos dizer que tais "moldaram" nosso intelecto. Mas o que isso signifca? Significa que, se o filósofo "fez a cabeça" da população, essa ideia se instaurou naquele espírito e alterou o modo de ver a realidade.

Pense, por exemplo, em Parmênides - sim, o pré-socrático. Com o "imobilismo", ele deu uma nova cara ao problema do movimento e mudança de tudo... Disse que embora possamos nos apegar às mudanças (como as opiniões), não estaríamos ainda lidando com o ser (que era uma designação para verdade).

Pois bem. Tais ideias ecoam até hoje... ou você discorda que, quando lê "Nada do que foi será, denovo do jeito que já foi um dia?", lembra automaticamente do rio de Heráclito? Nobre alunos, as ideias dos filósofos, para usar uma imagem, ainda pulsam - caso contrário não mais estaríamos falando sobre eles. Elas estão aí, aqui, soltas e presas nas nossas cabeças - estudar filosofia é estudar a história das reflexões e ideias ocidentais (e que nos formaram, mesmo distantes!).

Pois bem, visando isso, sempre proponho à vocês - alunos - que façam pontes que liguem o passado com o hoje (e que encontrem filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea em tudo que possa lhe cercar). E, além disso, meu trabalho de final de "etapa" na escola também aponta para tal: que tal, eu proponho, vermos o que nos resta dessa teoria? Vamos procurar em músicas, jornais, entrevistas?

E você, visitante, consegue fazer tais pontes? Tente!

Abraços, visitante do blog!

Genealogia do Tédio

Olá, nobres amigos!

O post de hoje será dedicado a uma das áreas que mais cresce nos dias atuais: a neurociência. Para aqueles que não são familiarizados com o tema, neurociência diz respeito ao estudo das funções das áreas cerebrais, bem como a anatomia cerebral, as estruturas, etc. Grandes descobertas tem sido feitas de um tempo pra cá - publicadas enfaticamente em revistas, tanto especializadas quanto para o grande público.

O que cabe notar é que várias antigas crenças estão sendo confirmadas ou abolidas à partir da ascensão neurocientífica: perguntas como "por que a música gera prazer?", "Por que ficamos agitados em determinados momentos?", "como a linguagem é gerada?" - dentre muitas e muitas outras - estão tendo um novo enfoque.

Transcreverei uma interessante reportagem que achei na net, a qual diz respeito ao tédio adolescente e a área supracitada. Divirtam-se!


Adolescência e Tédio: ciência explica

Acontece com todo mundo. Chega um momento da vida em que tudo que a gente gostava de fazer - brincar de bola, de boneca, de carrinho, de pega-pega - deixa de ser interessante.

É o tédio, um dos primeiros sinais do início da adolescência. Você provavelmente ouviu falar que o tédio, como várias outras chatices da adolescência, era culpa dos hormônios. Mas não é.

A neurociência hoje tem uma resposta diferente: o comportamento adolescente é fruto de um cérebro adolescente, que está passando por uma série de transformações.

Uma das primeiras mudanças acontece bem no meio do cérebro, no sistema de recompensa. Esse é um conjunto de estruturas que, quando fazemos algo que dá certo ou que promete resultados muito legais, nos premia com uma sensação de prazer. Um prazer que tanto serve como recompensa quanto como motivação.

Brincar de bola, de boneca, correr à toa, jogar videogames, são ótimas maneiras de ativar o sistema de recompensa das crianças. Acontece que, ao entrar na adolescência, o sistema de recompensa perde de um terço à metade de seu tamanho e também da sua sensibilidade.

Isso significa que tudo o que antes dava prazer agora já não funciona mais tão bem. A boneca, a bola e os carrinhos são abandonados. Os heróis da infância são esquecidos.

O que ainda funciona? Novidades. Por isso, os adolescentes precisam tão desesperadamente de novos prazeres: música, esportes, carinhos, comida, cinema - tudo isso na companhia de amigos, que têm as mesmas necessidades.

Por mais que o tédio seja chato para os recém-adolescentes - e para seus pais que acham que a falta de interesse e preguiça são birra ou rebeldia - esse tédio é natural e tem uma função importantíssima. É ele que faz com que o jovem abandone a infância, se interesse pelo mundo adulto e vá buscar sua turma.

Afinal, se a infância não perdesse a graça, quem iria querer trocar a brincadeira por trabalho?"

- Retirado em http://www.depositonaweb.com.br/1111/adolescencia-e-tedio-ciencia-explica/ -

E quem veio primeiro?! O ovo ou o blá blá blá?


Depois de um breve período de ausência, retomo às atividades normais do blog.

Peço-lhes apologias, pois estive ocupado com várias atividades essa semana: elaboração de provas, correção, aulas (e mais aulas!), dentre outras. Apesar de todo essa turbulência, arrumei um tempinho para conferir hoje - clima chuvoso e frio, sobretudo - o projeto "Café com Cultura" - que acontece sempre na primeira segunda-feira de cada mês, aqui em Sete Lagoas.

O motivo que arrastou-me até a "Casa da Cultura" (nome do local onde aconteceu o debate) foi a presença do novo Secretário de Cultura da cidade - que viria (digno de cumprimentos) falar sobre as propostas e demais projetos em andamento. Bem, vamos aos fatos - e ao questionamento filosófico:

1 - A casa, que oferece lotação para 130 pessoas, estava ocupada por míseras 30 - o que é notavelmente compreensível... chuva, pouca divulgação... etc (e eticéteras). Isso (é, sim, um puxão de orelha nos "artistas") é irrelevante.

2 - Embora muitos falem a palavra "cultura" abertamente, uma introdução teórica (veja, não creio que deva ficar em tal âmbito teorético! Mas pulá-lo jamais!) seria interessante. Falar em "projetos culturais" é extremamente amplo e exige um esclarecimento lógico.

3 - (E mais importante) - Após todas as considerações, uma pergunta no ficou ar... pairando (e persiste)...

Os cidadãos não se interessam por "atividades culturais" pelo fato de não termos investimento na área (ou seja, por não termos tais custeadas pela prefeitura) ou não temos investimento na área por que os cidadãos não se interessam por cultura (lutar contra a TV?)!?

Ok, ok... creio que a questão do ovo e da galinha seja de resposta mais fácil...

Ps. digno de nota:

cultura (lat. cultura) 1. Conceito que serve para designar tanto a formação do espírito humano quanto de toda a personalidade do homem: gosto, sensibilidade, inteligência.
2. Tesouro coletivo de saberes possuído pela humanidade ou por certas civilizações
3. Em oposição a natura (natureza), a cultura possui um sentido antropológico: é o conjunto das representações e dos comportamentos adquiridos pelo homem enquanto ser social.
4. Num sentido mais filosófico, a cultura pode ser considerada como um feixe de representações, de símbolos, de imaginário, de atitudes e referências.
5. Cultura de massa é uma expressão, de uso ambíguo, freqüentemente utilizada para designar a possibilidade de uma população ter acesso aos bens e obras culturais produzidos no passado e no presente. seja o processo de degradação.

..!

Semana de provas [elaborar, laborar e corrigir!]... domingo [amanhã] voltarei às atividades normais no blog!

Grande abraço, meus nobres amigos!