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Técnica e Tecnocracia

Olá, nobres companheiros!
Publico hoje um fragmento de um texto da Maria Lucia de Arruda Aranha - tenho certeza que tal irá ajudar os alunos na prova temática de minha escola!

A técnica é um poder cujas conseqüências nem sempre aparecem muito claramente no início do processo, por isso convém não desprezar a sabedoria daqueles que desejam discutir sobre os fins a que ela se destina, Isso significa que o técnico não pode ser apenas técnico, mas deve ser capaz de refletir a respeito dos valores que envolvem a aplicação da técnica. Por exemplo, a industrialização não-planejada transforma o mito do progresso no pesadelo da poluição e do desequilíbrio ecológico.
Outra interpretação possível da velha lenda é que o primeiro sonho do maquinismo foi a libertação do homem das tarefas mais árduas e repetitivas. No entanto, o que temos observado é a ampliação do "batalhão de operários" executando ordens mecanicamente sem que tenha havido significativa redução do tempo de trabalho ou melhoria da qualidade de vida.
Já em pleno Século das Luzes (séc. XVIII), Rousseau contrariava as expectativas otimistas que a maioria depositava nas vantagens do desenvolvimento da técnica, denunciando o avanço da desigualdade entre os homens. Afinal, o que ainda hoje constatamos é que os frutos da tecnologia não têm sido distribuídos de forma igual entre os homens.
Na segunda metade do século XVIII, operários da região de Lancashire, na Inglaterra, fizeram diversos movimentos durante os quais era destruído o maquinário das instalações fabris. Os "quebradores de máquinas", na verdade, já percebiam, com aflição, as profundas modificações decorrentes da passagem da produção artesanal e doméstica para a fabril.

Grande abraço a todos!

100 posts..!


Olá, nobres amigos!

Chegamos hoje à centésima postagem! É com muito carinho que dedico este site à você - pessoa como eu que sente prazer em filosofar [refletir, pensar]!

E pensar que tudo surgiu de um impulso básico de trazer estudantes e demais interessados à experiências e textos filosóficos... naquela tarde de fevereiro - volta às aulas, ao trabalho...!

Grande abraço!

Recomendo!


Caríssimos alunos,

É com muito prazer que apresento-lhes hoje o blog do meu amigo Eduardo Salatiel. Formamo-nos juntos na universidade e, embora tenhamos trilhados caminhos diferentes, convergimos no ato de ensinar.

Entre, leia e reflita: terás horas de agradáveis pensamentos..!
Clique no link abaixo!

Sugestão de filme - Waking Life

Boa noite, nobríssimos !

Aqui vai uma ótima dica de um filme - filosófico, sobretudo. É com grande prazer que apresento Waking Life - uma ótima produção cujo enfoque são conversas realizadas sobre/durante o sono/vigília. Vale a pena assistir e assistir... Embarque nesta viagem!


Como diria Santayana - "Sanity is a madness put to good uses; waking life is a dream controlled."

E para o sexto ano dar uma olhada...

[Os homens e os animais]

(...)É uma coisa bastante notável que haja homens tão embrutecidos e tão estúpidos, sem excluir mesmo os insanos, que sejam capazes de arranjar conjuntamente diversas palavras, e de compô-las em palavras pelo qual façam entender seus pensamentos; e que, ao contrário, não exista outro animal, por mais perfeito e bem concebido que possa ser, que faça o mesmo [crie discursos]. E isso não se dá porque lhes faltem órgãos, pois verificamos que os papagaios podem proferir palavras assim como nós, e, todavia, não podem falar como nós, isto é, testemunhando que pensam o que dizem. Por outro lado, os homens que, tendo nascido surdos e mudos, são desprovidos dos órgãos que servem aos demais para falar, tanto ou mais que os animais, costumam inventar eles próprios alguns símbolos pelos quais se fazem entender por quem, estando comumente com eles, disponha de tempo para aprender a sua língua. E isso não demonstra apenas que os animais possuem menos razão do que os homens, mas que não a possuem absolutamente. Vemos que é preciso muito pouco para saber falar; e já que se nota desigualdade entre os animais de uma mesma espécie, assim como entre os homens, e que uns são mais fáceis de serem adestrados do que outros, não é crível que um macaco ou um papagaio, por mais perfeitos que fossem, em sua espécie, não igualassem uma criança das mais estúpidas ou pelo menos que tivesse cérebro perturbado, se a sua alma não fosse de uma natureza inteiramente diferente da nossa.

DESCARTES, René. Discurso do método. Brasília, Editora universidade de Brasília; São Paulo, Ática, 1989, p. 76.

1 – O texto de Descartes destaca uma característica que é própria dos humanos. Qual característica é essa?

2 - Qual a razão de Descartes citar os homens brutos e estúpidos no interior do texto? Justifique.

O Labirinto...

O Labirinto (Antônio Miranda)

Um labirinto infinito que termina quando recomeça

Que é o princípio de seu próprio fim: eterno!

Um desvão secreto, um epicentro inalcançável

Enquanto, perdido, ouço a própria voz distante.


Aonde me levam estas trilhas tortuosas?


A que desertos, desterros, a que ares represados?

Tantos rostos irreconhecíveis, corpos ausentes!
Quantos atropelos, quantas negações insidiosas!
E eu a errar por espaços contidos, viciados.


Qual a direção deste vento aprisionado?


Os muros bifurcam-se, fecham-se, multiplicam-se

em outros muros mais adiante: são os mesmos

no círculo vicioso de uma vida programada

que devora e recicla, ad infinitum, sua mesmice.


* - Crédito da imagem: Arthur Gasperini - O Minotauro (trabalho apresentado como conclusão da etapa na Sétima Série do Colégio Cenecista Márcio Paulino).

O homem e sua responsabilidade...


"Esclarecimento (Aufklärung) significa a saída do homem de sua minoridade, pela qual
ele próprio é responsável."

São com tais palavras que Kant, filósofo moderno do século XVIII, inicia o belíssimo texto "O que é Esclarecimento". Peça chave para o entendimento da atmosfera iluminista, o texto está disponível para download no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/129490298/5e3f318f/esclarecimento.html

Leiam, meus nobres - está diante de vocês um texto clássico e de agradável leitura!

Como certa vez proferiu um filósofo: visto com as mais belas vestimentas para ler os clássicos: estes são os eternos merecedores .

Um grande abraço !