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Não deixem para última hora..!



Já foi publicado no blog as obras filosóficas do vestibular UFMG 2013!
Clique na "Área do Vestibulando" ou acesse direto pelo link abaixo:

http://escolacritica.blogspot.com.br/2012/07/vestibular-ufmg-2013-obras.html

Não deixem pra última hora - seu sucesso depende da sua dedicação!

Um abraço, nobres amigos!

Kant, ideias centrais

Immanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna.

Contexto
No que se refere à atmosfera intelectual de sua época, nosso autor vive em pleno iluminismo (sendo considerado um dos expoentes). O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade e a autonomia. Segundo o próprio Kant, em seu texto “O que é esclarecimento”, o ser humano deveria “sapere aude” (ousar saber, fazer uso de sua própria razão), evidenciando sua participação direta neste movimento.

Principais obras

A) Lógica

As quatro questões fundamentais da Filosofia 
  1. “O que posso saber?” – reflexões cuja resposta se dará pela teoria do conhecimento
  2. “O que devo fazer?” – reflexões cuja resposta se dará pela moral
  3. “O que posso esperar?” – reflexões cuja resposta se dará pela religião
  4. “O que é o homem” - reflexões cuja resposta se dará pela antropologia filosófica 
B) Crítica da Razão Pura

  1. Obra que trata sobre a questão do conhecimento (o que podemos conhecer, como podemos).
  2. Kant divide nosso conhecimento em juízos analíticos (não acrescentam conhecimento, como o quadrado tem quatro lados) e juízos sintéticos (acrescentam conhecimento, como o uniforme é azul). Em sua obra, Kant irá trabalhar com o segundo, ou seja, como podemos vir a conhecer as coisas?
  3. Nessa obra, Kant nos diz que sua filosofia não está preocupada com o objeto, e sim com o sujeito. Por isso, para ele, sua filosofia é uma “filosofia transcendental” (revolução copernicana da filosofia)
  4. Para Kant, o conhecimento era resultado de uma síntese entre experiência (empirismo) e conceitos (racionalismo). Dessa forma, nosso autor diz que ambos são fundamentais, pondo fim à briga entre empirismo e racionalismo.
 Até aí tudo bem... mas como se dá o conhecimento? Como podemos conhecer?

Primeiramente, para perceber o mundo à nossa volta, possuímos 2 ferramentas disponíveis dentro de nós, que irá moldar o mundo exterior: o espaçoe o tempo. Perceba, então, que espaço e tempo não estão fora de nós, mas são aparatos encontrados na nossa cabeça que molda tudo aquilo que existe. É assim que se dá o conhecimento das coisas externas.
Segundo, diz que existem “categorias de pensamento” que estruturam nossos pensamentos (tais como “categoria da limitação”, “categoria da causalidade”). 
Apesar de nosso pensamento ser algo impressionante, é necessário dizer que existem limites para o conhecimento, ou seja, algumas coisas serão impossíveis de serem conhecidas pela razão humana. São elas: (1) a essência de outros seres, chamada de “coisa-em-si”; (2) alma; (3) imortalidade; (4) Deus. Apesar disso, Kant coloca Deus em discussão em sua próxima obra, Crítica da Razão Prática, mostrando-nos que Deus seria necessário no ponto de vista prático de nossa vida. 
Mas esse é assunto para outro post!

Abraços, nobres amigos!

Vestibular UFMG 2013 - Obras

Olá nobres vestibulandos!

A UFMG já divulgou os textos de Filosofia para o Vestibular 2013.  São eles:

PLATÃO.  Eutidemo. Tradução de Maura Iglésias.  São Paulo: Loyola, 2011. Download em pdf

HUME, David. “Do Padrão do Gosto” In: Ensaios morais, políticos e
literários 
(Coleção  Os Pensadores ). Tradução de João Paulo Gomes Monteiro e 
Armando Mora D’Oliveira. São Paulo: Abril Cultural, 1992, p. 261- 271 (diversas 
edições). Download em pdf

RUSSELL, Bertrand.   Os Problemas da Filosofia  (Capítulo 12, intitulado 
“Verdade e Falsidade”). Tradução de Jaimir Conte. Florianópolis, 2005. 
Disponível online no endereço:   http://www.cfh.ufsc.br/~conte/russell.html Download em pdf

É hora de preparar!



A laicização do Estado



Uma das grandes discussões em pauta atualmente refere-se à laicização do Estado, ou seja, a separação entre as discussões políticas e os dogmas religiosos. Como a política deve abarcar os cidadãos e não separá-los (ou categorizá-los), a religião não entraria como norteadora da política. Isso não quer dizer que o cidadão perderia o direito de ter uma crença, o que é garantido por lei, mas sim desloca a religião para o plano da escolha individual e não como diretriz estatal. Mas onde surgiu essa ideia? Vamos ler o fragmento abaixo e conhecer um pouco sobre essa história?

"Locke pode ser considerado o primeiro teórico moderno da separação da Igreja do Estado. Devia-se, disse ele, demarcar por lei, de maneira definitiva, as funções do mundo sacerdotal e as do mundo civil, pois senão, na confusão existente entre o que diz respeito à Igreja e o que se refere à comunidade, seguidamente se mistura a salvação das almas com a segurança da comunidade e do Estado que a representa. 
Definindo a comunidade como uma sociedade de homens constituída para a preservação e melhoria dos bens civis (a vida, a liberdade, a saúde, a libertação da dor e a posse de terra, dinheiro e móveis), Locke declara que o magistrado civil (o representante do Estado) deve assegurar e determinar leis uniformes e a posse justa das coisas. Além disso, deve reprimir os violadores e impedir a espoliação dos bens, da liberdade e da vida (como fazia a Inquisição no mundo católico).
Em hipótese nenhuma, escreveu, cabia ao Estado intrometer-se na salvação das almas ou legislar ou prescrever artigos de fé, muito menos fixar e aplicar punições e castigos físicos motivados por tais questões. "Se a essência da religião é a persuasão, não cabe ao Estado assumir tarefas coercitivas. Se cada príncipe acredita ter o seu próprio portão para o céu, como alguém, em seu nome, poderá determinar qual deles é o certo? Que a Igreja cuide das almas e as proteja contra os pecados, e que o Estado preserve os bens e as vidas, afastando os ladrões e os predadores."


Que tal pensarmos um pouco sobre isso? 
Um grande abraço, meus nobres! 

A voz do povo é a voz da... contradição?


Lembro-me que, certa vez, alguém me disse que a contradição está na essência do nosso país. Sempre tive, cá comigo (nada mais mineiro que tal expressão!), uma aversão da tal contradição. Oras, quando a lógica passa a admitir contradições, quando a razão passa a admitir a irracionalidade, algo de estranho está acontecendo. E, desde então, penso na imaterialidade da matéria, na dissolução da solução e na contradição como essência - e faz-me lembrar os gregos e sua não-contradição. Os gregos... Ah, os gregos! 

Segue abaixo um poeminha muito bom, publicado pelo Newton, sobre mais uma contradição que, desde criança, sempre me coloquei à perguntar: seria a voz do povo a voz de deus? Qual deus? Ou seria Deus? 

Provérbio Revisto - Newton de Lucca


"A voz do povo

é a voz de Deus...
Que povo?
Que Deus?

O que beijou Stálin?

O que delirou com Hitler?
Ou o que soltou Barrabás?
(Será que Deus já não teria se
enforcado em suas próprias cordas vocais?)"

Boas reflexões, meus nobres! 

Dos desejos e da insatisfação




"A satisfação de um desejo é como a esmola que se dá ao mendigo: só consegue manter-lhe a vida para lhe prolongar a miséria."  - Arthur Schopenhauer

Vários pensadores já debruçaram-se sobre as características de "ser" humano. Filósofos como Hobbes, Rousseau, Pascal e Schopenhauer tentaram desvendar os confins misteriosos que tal estrada nos leva. Obtiveram respostas diferentes, embora isso confirme uma única suposição: somos seres multifacetados. Que tal pensarmos em uma das características abordadas?
Eis, então, uma parcela de nossa condição: somos seres insatisfeitos. Tal como Pascal caracteriza nas suas divagações sobre a miséria da nossa condição, o ser humano nunca estará plenamente satisfeito. Satisfaça-lhe um desejo.. aparecerão outros de igual ou maior proporção. É nosso demônio: não temos uma finalidade, temos metas - uma vez atingidas, outras aparecerão! A frase de Schopenhauer caminha lado a lado com essa concepção. Que tal pensar um pouco na frase, transcrita no início do post? 

Boas reflexões! 

Filosofia e Crise



Anteriormente, em um post denominado "O filósofo como Homo Crisis", citei um belíssimo texto de J. Rosete, denominado "Filosofia e Crise". Como prometido naquele post, publico agora o texto na íntegra - para que vocês, leitores, reflitam acerca do emergir dos pensadores em tempos de crise. Boa leitura e reflexão! 

Filosofia e Crise


Democracias há onde o filósofo tal como o sociólogo, o antropólogo ou o psicólogo é chamado a pronunciar-se e a tomar posições; é-lhe reconhecido um estatuto e um potencial, ora, em terras lusitanas tal não é nítido, aqui é o erudito que recolhe à caverna, o incompreendido, o desajustado. De quem é a «culpa»?
    Sem dúvida que a presente conjuntura é desfavorável, desde logo pela massificação da comunicação ( tendo como pano de fundo a "aldeia global" ), onde impera todo uma lógica do sensacionalismo, aliada a uma silenciosa «hipoteca» de consciências, reflexo inevitável de uma vivência estereotipada onde só importa o palpável, o negociável, enfim, tudo o que é susceptível de cambio.
    Mas a «culpa» passa também pelo próprio profissional de filosofia que vê numa conduta hermética uma forma cómoda e segura de legitimação do seu profissionalismo, isto é, refugiando-se num discurso esotérico, encontra aí a sua própria tranquilidade e «redenção».

    Qual é afinal o lugar do profissional de filosofia e em última instancia, do filósofo?

    Vejamos em primeiro lugar o que ele tem sido; como se tem configurado a sua eclosão.
    Para mim é evidente: o filósofo tem surgido em toda a sua plenitude em épocas de crise, de esboroamento sócio - político, ora fazendo o balanço, ora apontando novos trilhos. A primeira via, tem sido ironicamente a mais seguida, pelo que diríamos tal como Hegel que, quando a filosofia chega com a sua «luz crepuscular», fá-lo na viragem do "acontecer", justamente quando a deliciosa febre da ruptura teve já o seu clímax; neste sentido é de todo verdadeiro que "quando as sombras da noite começam a cair é que levanta voo o pássaro de Minerva".
    Basta volver o olhar para a história e uma tal postura parecer-nos-à evidente, ou seja, a cada crise pertencerá inequivocamente um filósofo de maior ou menor envergadura, que lhe é directamente correspondente; o filósofo é de forma inequívoca um «homo crisis», senão vejamos: face a uma religião tacanha e anedótica, responderam as primeiras preocupações físicalistas dos pré - socráticos; a uma clima de guerra e de decadência moral e social, respondeu o humanismo incomodativo de Sócrates; a uma anarquia política, respondeu o rigorismo ético e abstracto de Platão; a uma dificuldade de articulação entre o legado pagão e o dogma cristão responde o intelectualismo refinado de toda uma idade média urbano - conventual; à barbárie da revolução francesa, respondem a ética universalista Kantiana e o círcularismo especulativo hegeliano; à alienação social decorrente da alienação económica, responde a dinâmica marxista; à crise de valores, responde a vertigem nietzschiana; nos nossos dias à viciação da praxis científica, respondem a terapia epistemológica e a combatividade ecológica.
    Neste quadro só uma preocupação deverá assistir ao filósofo: mais que associar-se a épocas de crise, procurar no marasmo que coabita a estabilidade político - social um aprofundamento do humano.
    Mas, como planear este aprofundamento? Que forma deverá adquirir nos actuais contornos? Eis pois o desafio em toda a sua extensão.
    É minha convicção que as verdades são pequenas e astutas como as lebres, como tal, o mundo e as democracias avançam cambaleando, e, sem especular acerca da racionalidade ou não da história, quero apesar de tudo acreditar na salubridade do seu devir e no valor do profissional de Filosofia.
    Possam pois haver condições favoráveis à Filosofia, esta saberá merecer o desafio a que tem pleno direito: devolver o humano ao humano sem quaisquer pudores.

J. Rosete


E com vocês...



Como dito em outro momento, citando Goethe, "ler é a arte de desfazer nós cegos"! Sobretudo, tomando-me a voz de um poeta, escrever é o ato de confessar-se. É nesse sentido que vejo o ato da escrita em sala de aula... fundamental. É o momento no qual o aluno toma consciência de si e do mundo que o cerca, exteriorizando (e como isso é difícil!) o que se passa dentro de sua alma. Liberta-se da sua condição de a-luno (sem luz), tornando-se um ser que brilha e prolifera suas ideias. Neste intuito, venho divulgar os escritos de uma aluna que, desfazendo seus nós, vem se afirmando (e firmando!) como uma grande promessa. 

Apresento-lhes os "Livros da Lakse"! Clique no link abaixo para visitar o site.

http://livrosdalakse.blogspot.com.br/

Espero que gostem!

Para uma sociedade profundamente enferma...



"No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso."

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. 

Quem desejar ler um pouco sobre o conceito de "Sociedade do Espetáculo"... http://www.cisc.org.br/portal/biblioteca/socespetaculo.pdf

Sobre a nossa condição...




"Não se pode dizer que o homem tem instintos como os dos animais, pois a consciência que tem de si próprio o orienta, por exemplo, para o controle da sexualidade e da agressividade, submetidas de início a normas e sanções da coletividade e posteriormente assumidas pelo próprio indivíduo. O homem foi "expulso do paraíso" a partir do momento em que deixou de se instalar na natureza da mesma forma que os animais ou as coisas.
      Assim, o comportamento humano passa a ser avaliado pela ética, pela estética, pela religião ou pelo mito. Isso significa que os atos referentes à vida humana são avaliados como bons ou maus, belos ou não, pecaminosos ou abençoados por Deus, e assim por diante.
      Essa análise é válida para qualquer outra ação humana: andar, dormir, alimentar-se não são atividades puramente naturais, pois estão marcadas pelas soluções dadas pela cultura e, posteriormente, pela crítica que o homem faz à cultura.
      A condição humana é de ambigüidade porque o ser do homem não pode ser reduzido a uma compreensão simples, como aquela que temos dos animais, sempre acomodados ao mundo natural e, portanto, idênticos a si mesmos. O homem é o que a tradição cultural quer que ele seja e também a constante tentativa de ruptura da tradição. Assim, a sociedade humana surge porque o homem é um ser capaz de criar interdições, isto é, proibições, normas que definem o que pode e o que não pode ser feito. No entanto, o homem é também um ser capaz de transgressão. Transgredir é desobedecer. Não nos referimos apenas à desobediência comum, mas àquela que rejeita as fórmulas antigas e ultrapassadas para instalar novas normas, mais adequadas às necessidades humanas diante dos problemas colocados pelo existir. A capacidade inventiva do homem tende a desalojá-lo do "já feito", em busca daquilo que "ainda não é". Portanto, o homem é um ser da ambigüidade em constante busca de si mesmo. "

Maria Lúcia de Arruda Aranha

E sobre a educação...

Escrevi este texto quando comecei a dar aulas... alguns (muitos!) anos depois, posso ver que ainda sinto o mesmo! É gratificante.


"O sistema escolar é algo fascinante. É sistema porquê diz respeito a um conjunto de interações, de conexões entre os membros que se afetam por diversos modos; é fascinante porquê se revelam surpresas diariamente.
Leciono Filosofia. Quando me formei, na Ufmg, ouvia repetidas vezes sobre o lado negativo deste supracitado sistema. O dark side of the moon. Na prática, a teoria é diferente (citando o professor Gilmar). Ministrar aulas é o encontro da liberdade com a responsabilidade, do soltar com o conduzir. É uma experiência única, onde o professor - o artista - recria o espetáculo diariamente.
O espetáculo criado possui sempre os mesmo 25, 35, 40 expectadores. Mas, contrariamente a um show, têm de ser diferente a cada dia. Por isso, digo-lhe, é o ator em constante movimento."


Um grande abraço, companheiros!

O jeitinho brasileiro...




Por definição: o “jeitinho” brasileiro representa, em uma expressão de fácil entendimento, a malandragem histórica do nosso povo. Malandragem com a qual temos contato desde pequenos e ouvimos constantemente nos meios de comunicação e, indiretamente, presenciamos nos atos das pessoas. Há quem tenha orgulho do “jeitinho”, que por ser tão comum, até prefiro omitir as aspas. No entanto, a idéia do malandro está associada à esperteza, como se houvesse algo de esperto em dizer “odeio político ladrão, mas se estivesse no poder, também roubaria”. O cidadão heroicamente afirma que tem orgulho de ser brasileiro e por isso naturalmente faz uso do jeitinho, mas não percebe que esta “marca nacional” é uma das impulsoras do nosso regresso.
Esses dois últimos anos foram marcados pela corrupção explícita. A dúvida que fica é se vamos assistir a mais momentos corruptos ou se veremos esse câncer se extinguir. De fato, a corrupção não vai acabar, ela é inerente a todos os povos. E não é difícil de imaginar que não são apenas nós que somos ‘espertinhos’. No mundo, há muitos outros povos que também seguem a mesma linha de conduta individualista que seguimos, todavia há lugares onde isso é minimizado. Por quais motivos? Talvez uma melhor eficiência da Justiça ou uma boa consciência coletiva. É difícil definir porque o jeitinho é um fantasma abstrato que nos rodeia, mas traz problemas bem concretos.
Na prática, o jeitinho é uma maneira da pessoa se colocar entre o certo e o errado. Ela sabe que o que está fazendo não é moralmente correto, mas perdoa a si mesmo porque também sabe que estará saindo na vantagem. Assim, qualquer transgressão é justificada, e a pessoa vai vivendo seguindo a Lei de Gérson: “O importante é obter vantagem em tudo”.

E mais um ano...


O mais interessante é saber que, entre ano e sai ano, essa mesma pergunta da charge fica no ar... Futebol e carnaval, como muitos dizem, é a essência do orgulho de ser brasileiro? São tantas perguntas, porém tão poucas mudanças... 

Boas festas. E sobretudo, boa memória... pra não apagarmos aquilo que importa: nossa realidade.

Um abraço, 
Danilo Svágera.

Um pouco de arte!


Olá nobres companheiros!
Apresento-lhes hoje um vídeo produzido pelo artista e amigo Francis Campelo. Segundo a descrição do próprio, o vídeo foi concebido "usando o banco de Imagem Gettyimages, para o concurso “A Grande Idéia Brasil” do Festival do Minuto". Para assistir, basta clicar no link abaixo!
Animação: Francis Campelo/ Concepção da trilha sonora: Francis Campelo/ Violão, ukulele, teclado e programação rítmica: Francis Campelo
Aproveitem e deem uma passadinha no site http://vestidosdeluneta.com/
Um grande abraço!


E as contas matemáticas...?


Um esperto aluno, numa aula hoje pela manhã, fez-me uma pergunta interessante que gostaria de reproduzir para você que está lendo! No decorrer de uma aula eu disse que as perguntas filosóficas, diferentemente de perguntas triviais, nos faz pensar. Continuei dizendo que "um dos possíveis exemplos é percebermos a diferença entre a pergunta "Qual seu nome?", respondida sem hesitação, com a pergunta "Quem é você?". Você não é um nome somente, o que ocasiona um maior esforço intelectual - já que a segunda é filosófica."

Pois bem. Um dos alunos levantou a mão e perguntou-me: "a conta matemática 324 x 516 me faz pensar.. então se eu pergunto quanto é 324 x 516 tal é uma questão filosófica?"

A argumentação do aluno foi boa! Mas lembremos que, além de nos fazer pensar, a questão filosófica deve proporcionar um debate de ideias. De fato, o cálculo acima, depois de descobrirmos que possui como resultado 167184, dispensará discussões! Por isso as contas matemáticas não são filosóficas.

Espero que todos tenham gostado da pergunta tanto quanto eu! 

Um abraço, 
Danilo Svágera da Costa.

A Filosofia está em todo lugar!

Um dos tópicos que venho abordando em sala ultimamente consiste na identificação de temas filosóficos em diversos ambientes - que, num primeiro momento, "nada" proporcionariam de filosófico. Desta forma, podemos perceber que as redes sociais, as conversas cotidianas e as revistas estão cheias de sugestões filosóficas! Você já percebeu isso? Não!? Então vamos lá! 

Primeiramente é importante notar que a filosofia nasce de uma pergunta. Qualquer temática pode ser filosófica? A resposta é sim, porém é importante lembrar que estamos buscando perguntas bem elaboradas, que nos faz pensar! Darei um exemplo à partir de uma das correntes que recebi no Facebook:


Bem, de posse dessa corrente, agora é hora de formularmos perguntas filosóficas! Algumas propostas são

- A corrupção pode ser justificável?
- O político deve transcender a camada pública?
- A política, ela mesma, é um aparelho ideológico do Estado?

De posse das perguntas, é hora de discutir! Se formos astutos, podemos extrair temáticas filosóficas tanto de assuntos "sérios" como o julgado acima, mas também de correntes e falas que, num primeiro momento, nada teriam de filosóficas! 

Alguns dias atrás flagrei dois alunos discutindo (de forma não amistosa) acerca de bandas... um deles julgava a banda (x) como perfeita; enquanto o outro não concordava... a banda (y) era "mais perfeita"! Quando percebi esse embate, criei um tema pra próxima aula - aproveitando a deixa: o que é arte e qual a importância dela para os seres humanos? Assunto debatido, os ânimos entre os dois acalmaram.

Pois bem! Tudo pode ser filosófico! É só termos um olhar para tal.
Abraço, meus nobres!
"Ler é a arte de desatar nós cegos" - Goethe



Filosofia Política


"Você sabia que quem não se interessa por política, acaba sendo governado por aqueles que se interessam? É isso mesmo. As decisões do governo de um país dizem respeito diretamente a todos aqueles que vivem ali. Delas dependem, por exemplo, o preço das coisas, a qualidade das escolas, dos hospitais e dos medicamentos, e até a possibilidade de acessar livremente a Internet - o que os chineses estão proibidos de fazer pelo governo comunista de Pequim."


Antonio Carlos Olivieri*

Pois bem! 
Um dos campos férteis da filosofia é o denominado "Filosofia Política". Com efeito, são reflexões acerca de conceitos políticos como poder, justiça, liberdade, dentre tantos outros! Os filósofos criam perguntas filosóficas sobre esses temas e investigam, buscando - através da argumentação - chegar à teorias e definições coesas desses conceitos!

Algumas perguntas tipicamente feitas na filosofia política:

Qual o melhor modelo de estado? (Platão)
Qual a relação entre política e educação? (Hannah Arendt)
Quais atitudes devem ser tomadas por um político? (Maquiavel)

Pois bem! Que tal buscar algumas dessas perguntas? (Já que filosofar é fazer perguntas!) 
E que tal investigar algumas possíveis respostas?

Um grande abraço, nobres companheiros!

Estamos de volta!

Boa tarde meus nobres amigos!
Depois de um longo tempo offline, nosso blog filosófico está de volta! Buscarei, como antes, proporcionar reflexões filosóficas dentro da web - perfazendo a busca por um maior criticismo dos internautas (independente da idade!).
Um grande abraço!