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Vestibular UFMG 2013 - Obras

Olá nobres vestibulandos!

A UFMG já divulgou os textos de Filosofia para o Vestibular 2013.  São eles:

PLATÃO.  Eutidemo. Tradução de Maura Iglésias.  São Paulo: Loyola, 2011. Download em pdf

HUME, David. “Do Padrão do Gosto” In: Ensaios morais, políticos e
literários 
(Coleção  Os Pensadores ). Tradução de João Paulo Gomes Monteiro e 
Armando Mora D’Oliveira. São Paulo: Abril Cultural, 1992, p. 261- 271 (diversas 
edições). Download em pdf

RUSSELL, Bertrand.   Os Problemas da Filosofia  (Capítulo 12, intitulado 
“Verdade e Falsidade”). Tradução de Jaimir Conte. Florianópolis, 2005. 
Disponível online no endereço:   http://www.cfh.ufsc.br/~conte/russell.html Download em pdf

É hora de preparar!



A laicização do Estado



Uma das grandes discussões em pauta atualmente refere-se à laicização do Estado, ou seja, a separação entre as discussões políticas e os dogmas religiosos. Como a política deve abarcar os cidadãos e não separá-los (ou categorizá-los), a religião não entraria como norteadora da política. Isso não quer dizer que o cidadão perderia o direito de ter uma crença, o que é garantido por lei, mas sim desloca a religião para o plano da escolha individual e não como diretriz estatal. Mas onde surgiu essa ideia? Vamos ler o fragmento abaixo e conhecer um pouco sobre essa história?

"Locke pode ser considerado o primeiro teórico moderno da separação da Igreja do Estado. Devia-se, disse ele, demarcar por lei, de maneira definitiva, as funções do mundo sacerdotal e as do mundo civil, pois senão, na confusão existente entre o que diz respeito à Igreja e o que se refere à comunidade, seguidamente se mistura a salvação das almas com a segurança da comunidade e do Estado que a representa. 
Definindo a comunidade como uma sociedade de homens constituída para a preservação e melhoria dos bens civis (a vida, a liberdade, a saúde, a libertação da dor e a posse de terra, dinheiro e móveis), Locke declara que o magistrado civil (o representante do Estado) deve assegurar e determinar leis uniformes e a posse justa das coisas. Além disso, deve reprimir os violadores e impedir a espoliação dos bens, da liberdade e da vida (como fazia a Inquisição no mundo católico).
Em hipótese nenhuma, escreveu, cabia ao Estado intrometer-se na salvação das almas ou legislar ou prescrever artigos de fé, muito menos fixar e aplicar punições e castigos físicos motivados por tais questões. "Se a essência da religião é a persuasão, não cabe ao Estado assumir tarefas coercitivas. Se cada príncipe acredita ter o seu próprio portão para o céu, como alguém, em seu nome, poderá determinar qual deles é o certo? Que a Igreja cuide das almas e as proteja contra os pecados, e que o Estado preserve os bens e as vidas, afastando os ladrões e os predadores."


Que tal pensarmos um pouco sobre isso? 
Um grande abraço, meus nobres! 

A voz do povo é a voz da... contradição?


Lembro-me que, certa vez, alguém me disse que a contradição está na essência do nosso país. Sempre tive, cá comigo (nada mais mineiro que tal expressão!), uma aversão da tal contradição. Oras, quando a lógica passa a admitir contradições, quando a razão passa a admitir a irracionalidade, algo de estranho está acontecendo. E, desde então, penso na imaterialidade da matéria, na dissolução da solução e na contradição como essência - e faz-me lembrar os gregos e sua não-contradição. Os gregos... Ah, os gregos! 

Segue abaixo um poeminha muito bom, publicado pelo Newton, sobre mais uma contradição que, desde criança, sempre me coloquei à perguntar: seria a voz do povo a voz de deus? Qual deus? Ou seria Deus? 

Provérbio Revisto - Newton de Lucca


"A voz do povo

é a voz de Deus...
Que povo?
Que Deus?

O que beijou Stálin?

O que delirou com Hitler?
Ou o que soltou Barrabás?
(Será que Deus já não teria se
enforcado em suas próprias cordas vocais?)"

Boas reflexões, meus nobres!